Coldplay se despede do Brasil com público recorde no Maracanã; 65 mil pessoas cantaram com a banda


Foi lindo! 


O Coldplay encerrou com chave de ouro sua passagem pelo Brasil neste domingo (10), no Rio, em um show tecnicamente perfeito diante de um Estádio do Maracanã lotado por 66 mil pessoas. Foi o maior público da turnê "A Head Full Of a Dreams", que já passou por Buenos Aires, Santiago, Lima e São Paulo, e reflete o astral positivo que marca o último trabalho do quarteto inglês.

A turnê mostra resumidamente os vinte anos de estrada do grupo. E aposta em muitas luzes, efeitos visuais, chuvas de papel picado, bolas coloridas e um setlist que intercala hits mais dançantes com baladas românticas e introspectivas.

Logo na entrada, o público recebia uma pulseira que brilhava e mudava de cor, recurso que conferiu um belo efeito visual no estádio lotado. Seguindo a linha politicamente correta que caracteriza a banda, os fãs foram orientados a devolver as pulseiras "para reciclagem" ao final do show.

Nem mesmo uma frustrada tentativa de parte do público de puxar o coro de "Fora Dilma" antes do show começar foi capaz de interromper o alto astral: rapidamente, o coro foi abafado por "Não vai ter golpe" e o silêncio imperou entre as partes.

Até que o Coldplay entrou no palco às 21h07, apenas sete minutos após o horário previsto (em um incomum episódio de pontualidade em grandes shows) ao som da otimista "A Head Full of Dreams", faixa título que dá nome ao último trabalho do grupo, lançado em novembro de 2015.

Em meio às músicas ainda não tão conhecidas do público brasileiro, logo na primeira parte do show, sucessos como "Yellow", "Paradise" e "The Scientist" fizeram muita gente chorar e cantar de olhos fechados, sob uma chuva de papel picado colorido.

"Boa noite Brasil, tudo bom? Que alegria estar no Rio, essa cidade maravilhosa", disse o vocalista e líder da banda, Chris Martin, que interagiu com o público diversas vezes, ora em inglês, ora em português. "Vocês não têm ideia de como amamos o Brasil (…) Obrigado por nos dar o melhor trabalho do mundo, obrigado pelas tantas vezes que estivemos aqui", completou Chris. O Coldplay esteve no Rio pela última vez em 2011, no Rock in Rio.

Entre as novidades do show na capital fluminense, "Princess of a China", do disco "Mylo Xyloto" (2011), e "Parachutes" (2000), álbum de estreia da banda, que não entraram na apresentação em São Paulo. O restante do set seguiu as apresentações anteriores, incluindo os hits "Magic", "Viva La Vida" e uma versão sofrível para "Heroes", de David Bowie.

Até mesmo os menos afortunados, que não puderam desembolsar os R$ 680 cobrados para ficar na pista VIP, tiveram a oportunidade de ver os ídolos de pertinho. Uma extensão do palco permitiu que o quarteto se deslocasse até bem próximo da pista comum e arquibancada.

Já na parte final da apresentação, Chris interrompeu a alegre "A Sky Full of Stars" para repetir o gesto que comoveu fãs em São Paulo: três casais foram chamados ao palco para declarar seu amor diante de milhares de pessoas. "Muito bem", comemorou Chris Martin, antes de retomar a música. Uma chuva de papéis picados em forma de estrela caiu sobre o público. Muita fofura!

E a interação aconteceu também pelas redes sociais: uma ação da banda pelo Instagram pedia aos fãs que escolhessem uma música para o setlist, com direito a ter seu vídeo transmitido ao vivo durante o show ("A Message" foi a escolhida). Mais cedo, foram exibidos vídeos de saudações feitos por fãs das cidades por onde a banda já passou com a nova turnê. 

Em meio à "Up&Up", um fã invadiu o palco e foi rapidamente retirado pelos seguranças. "Sejam legais, por favor", pedia Chris. Foram duas horas e 22 músicas, sem direito a bis. "Voltaremos em breve, amamos vocês", desmanchou-se Chris antes de se despedir com os companheiros e beijar o chão do palco.

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